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Intervenção de Sua Excelência o Presidente da República Dr. Jorge Carlos Fonseca, por ocasião da Inauguração da Casa das Comunidades & Bandeirona, 24 de Fevereiro de 2017.

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Sr. Agnelo Spínola, Presidente da Associação Água para Viver 
População de Campanas de Baixo e arredores,
Minhas Senhoras e meus senhores,
Caros amigos,

Primeiramente queria, de forma muito sincera, agradecer o generoso convite que me foi endereçado, desde o primeiro momento da minha reeleição ao cargo que ora exerço, pelo Presidente da Associação Agua para Viver para participar neste importante evento para esta comunidade e para a ilha do Fogo, no geral – a Inauguração da Casa das Comunidades & Bandeirona.

Os meus agradecimentos são especialmente dirigidos ao Sr. Agnelo Spínola, um ilustre cidadão cabo-verdiano, filho destas ilhas que, mesmo vivendo longe da terra, como emigrante, mantém-se ligado às suas origens e tradições, tudo fazendo para a sua defesa e promoção, trabalhando, igualmente, de forma abnegada, para o desenvolvimento do seu concelho e da Ilha, em geral.
É com muito prazer que, neste segundo mandato, me desloco pela primeira vez a esta imponente ilha, pelas mãos de uma organização da sociedade civil que procura colocar a nossa cultura, a nossa grande cultura no lugar que merece.
Através das pessoas que dão vida à Associação e que se preparam para colocar parte da sua alma neste importante projecto, saúdo o generoso e trabalhador Povo desta ilha a quem agradeço, penhoradamente, pela renovação da confiança na minha pessoa, atestada nas últimas eleições presidenciais.
Nesta oportunidade renovo o compromisso de continuar a acompanhar com muito interesse as grandes batalhas pelo desenvolvimento do Fogo que se perfilam no horizonte .
Minhas Senhoras e meus Senhores, 
Lembro-me de ter recebido em visita de cortesia, durante o meu primeiro mandato, o Sr. Agnelo Spínola, na qualidade de Presidente da Associação Agua para Viver, e de ter percebido, nessa altura, que estava perante um cidadão amante do seu país e povo, que não cruza os braços perante as dificuldades, inspirado pelo nobre objectivo de participar no desenvolvimento de Cabo Verde e na promoção do bem-estar dos seus compatriotas. Sei que o Senhor Agnelo Spínola não está sozinho nesta luta, pois que estão aliados a ele nesta nobre causa muitos bons filhos desta terra, emigrantes e não só, membros da Associação Água para Viver, criada para bem servir a comunidade. À Associação, ao seu Presidente e aos seus membros, o meu grande apreço pelo excelente contributo que têm dado para o desenvolvimento e engrandecimento da sua comunidade, mas também da ilha do vulcão.

Minhas senhoras e meus senhores, 
Caros amigos,

Fui convidado a presidir à Inauguração da Casa das Comunidades & Bandeirona, um acto que considero de extrema importância, quanto mais não seja porque ele marca o início de uma nova era para a Banderona, uma festa popular que arrasta milhares de pessoas provenientes de toda ilha e da diáspora, animada durante 4 semanas com várias actividades desde o pilão, a matança de animais, animação musical, danças, coladeiras, toques tambores, pessoas que convergem até esta pequena localidade de Campanas de Baixo para cumprir esta tradição secular que, segundo reza a lenda, nasceu de uma brincadeira de crianças.

Em boa hora se cria a Casa das Comunidades & Bandeirona! Os motivos para a sua criação são nobres porquanto baseiam-se na necessidade de preservação, salvaguarda e transmissão desta herança da nossa cultura tradicional e popular, um poderoso meio de afirmação da nossa identidade cultural, internamente e a nível mundial.

A cultura é uma herança expressa por hábitos, costumes, modos de vida, padrões de comportamentos que o indivíduo recebe ao nascer e que são passados de geração em geração. Torna-se, portanto, imprescindível que ela seja salvaguardada, valorizada e conhecida pelos jovens que são a garantia da manutenção da ligação do nosso passado com o nosso presente e futuro.

A Casa das Comunidades & Bandeirona surge, assim, como uma acção de um grupo de cidadãos que, conscientes de que é preciso tomar as medidas necessárias para salvaguardar a cultura tradicional e popular contra todos os riscos humanos ou naturais aos quais está exposta, decidiu pôr mãos à obra e garantir que esta tradição secular muito animada e participativa seja, a partir de agora, colocada no lugar que lhe deve ser reservado no espectro cultural nacional.

Neste espaço, estou certo que se resgatarão valores que tendem a se perder se não forem devidamente ensinados às gerações vindouras. Para além de um espaço de convívio social, prevejo que a Casa das Comunidades & Bandeirona será, também, um espaço privilegiado para a promoção do «folclore» regional e nacional, para contacto e divulgação da cultura cabo-verdiana, nas suas múltiplas dimensões, um espaço para se promover acções formativas, exposições de arte e artesanato, reflexão e partilha de ideias e projectos que se estendem à comunidade regional e local, troca entre agentes culturais nacionais e estrangeiras, possibilitando o estudo e aprofundamento dos referenciais artísticos culturais próprios desta comunidade.

Senhor Presidente da Associação Agua para Viver,
Senhores membros da Associação, 
Caros Amigos,

Como Presidente da República decidi, neste mandato, de entre muitas bandeiras, erguer uma que me parece importante para o país, e que é incentivar à leitura as nossas crianças, adolescentes, jovens e menos jovens, mulheres e homens. Pretendo lançar, muito brevemente, uma campanha Ler + , estabelecerei parcerias com instituições, escolas, empresas, ministérios, professores, escritores e cidadãos no geral, pelo que aproveito este momento para convidar os fundadores da Casa das Comunidades & Bandeirona a se associarem a nós neste projecto. Por que não promover sessões de leitura de livros do folclore tradicional nacional ou para se contar estórias do folclore ligado à ilha do vulcão, à região de Campanas de baixo? Por que não utilizar este espaço privilegiado para se estimular e cultivar actividades da cultura popular, proporcionar oportunidades para o estudo e a apreciação de factos folclóricos? Aventurar-se neste mundo do conhecimento, seja pela leitura, seja pelo contar de histórias, permite mergulhar na cultura, costumes e tradições de um povo e conhecer melhor a sua/nossa história.

Sr. Presidente da Associação Água para Viver 
Senhores membros da Associação, 
População de Campanas de Baixo e arredores,
Minhas Senhoras e meus senhores,
Caros amigos,

Estou convicto de que esta Casa que já nasce sobre pilares sólidos, ao destacar a natureza específica e a importância desta expressão cultural tradicional e popular – a Banderona - como parte integrante do património cultural e da cultura viva cabo-verdiana, estará a contribuir activa e positivamente para que sejam preservados intactos o orgulho e a firmeza de carácter, apanágio das gentes da ilha do Vulcão.

 

Para terminar, agradeço, uma vez mais, o convite que me foi endereçado para partilhar convosco este momento importante, o carinho e o calor com que as gentes de Campanas de Baixo e do Fogo me têm brindado e manifestar o meu regozijo por esta iniciativa que merece todo o meu apoio, incentivo e aplausos, enquanto Presidente da República e cidadão amante da cultura.

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