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Discurso pronunciado por sua Excelência o Presidente da República, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, no Jantar de Gala do ROTARY CLUB DA PRAIA Praia, 30 de JUNHO 2017

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Excelentíssimas Senhoras, Excelentíssimos Senhores São nos momentos especiais, como este, em que me dirijo a um punhado de homens organizados, ou não, em associações e preocupados com questões humanitárias no nosso País que, enquanto Presidente da República, mas também enquanto cidadão, me apraz contribuir para o aprofundamento do debate e da reflexão sobre questões importantes como a pobreza, a vulnerabilidade das crianças, dos adolescentes e dos idosos nos bairros periurbanos, a violência civil e a iliteracia para mencionar apenas as mais emblemáticas, porque desafiantes, barreiras nesta marcha, iniciada há 42 anos, para o desenvolvimento e a consequente construção de uma sociedade livre, justa e aberta ao mundo. Minhas Senhoras, meus Senhores Cabo Verde prepara-se para celebrar 42 anos da sua Independência e é, nesta azáfama de festa, que os rotários fazem uma pausa para balanço e reflexão, lembrando-nos que as festas de aniversários são também ocasiões de análise retrospectiva e prospectiva sobre as obras feitas e sobre os desafios que nos restam pela frente. Desafios estes que, longe de nos desencorajar, obrigam-nos a ir buscar o melhor que há em cada um de nós para, com desenvoltura, os desarraigarmos da nossa sociedade e possamos, na tranquilidade, continuar a construção deste nosso Cabo Verde. Uma construção que exige solidariedade, numa atitude que exprime a consciência de que, ajudando-nos mutuamente, menos árdua será a nossa tarefa. Mas esta construção não se limita e não se esgota na resolução de problemas. Envolve também uma cultura de valores cuja nobreza nos assegura espaço e voz no concerto das nações. E é nesta defesa de valores como o humanismo, a paz, o respeito pela diferença, que os rotários, de aqui e de além-mar, se distinguem dos demais homens de boa-vontade que, reconheçamo-lo, também se entregam, apaixonadamente, à edificação de um mundo melhor, liberto das ameaças do espectro da guerra e da fome. É com esta certeza que acredito que não estarei longe da verdade se afirmar que o balanço dos rotários da Praia para o período 2016-2017 só poderá ser positivo porquanto estender a mão a estudantes carenciados, a famílias em dificuldades ou promover a cultura da paz e a tolerância só podem produzir externalidades positivas fazendo do Rotary Club da Praia uma escola de valores da qual muito se orgulha. Na verdade, num contexto em que se verifica, aqui e ali, o recrudescer da tendência ao individualismo, ver homens e mulheres predispostos a servir os seus semelhantes é motivo de regozijo porquanto nos permite antever que, afinal, um mundo melhor está ao nosso alcance. Servir a humanidade, agindo localmente como o fazem os rotários, na perspectiva de provocar uma mudança global revela a consciência de que a inação não é a forma de ser e de estar que se ajustar à urgente necessidade de desbravarmos caminhos que nos conduzem ao futuro que almejamos. Aliás, numa cidade cosmopolita como a nossa, a inacção assume contornos da indiferença, atitude em aberta contradição com os princípios norteadores da acção dos rotários da Praia como se pode verificar através da apreciação das actividades realizadas ao longo do mandato que ora termina. Termina o mandato, mas não a missão que os rotários da Praia, voluntariamente, se propõem cumprir, porquanto, se é certo que temos razões de sobra para nos regozijarmos com as realizações feitas e vitórias conseguidas, temos, também, a consciência de que o que resta por fazer apela a uma cooperação estreita entre os diversos actores presentes na sociedade cabo-verdiana. É esta cooperação entre os diversos parceiros sociais, dos quais o Rotary Club da Praia faz parte, e entidades públicas que permite o aproveitamento de sinergias, a racionalização de recursos e uma troca de experiência indispensável para se evitar a duplicação de erros e intervenções extemporâneas e meramente folclóricas. Pelo contrário, a cooperação institucional e entre parceiros sociais deve, antes, nos conduzir à realização de acções que respondam às necessidades reais das populações. Isso pressupõe, como bem o faz o Rotary Club da Praia, uma conciliação dos objectivos das organizações e associações com as aspirações das comunidades a quem se deseja, desinteressadamente, servir colocando, deste modo, uma pedra neste grande edifício que é a solidariedade entre os homens. É a solidariedade assim cimentada e mantida entre os homens e entre as nações que constitui o alicerce da paz que os rotários da Praia, mas também do resto do mundo, não se cansaram de promover ao longo do período 2016-2017. O envolvimento e o zelo dos rotários de todo o mundo na luta pela erradicação do pólio, sobretudo, nos países ditos em desenvolvimento, é o exemplo do vosso empenho na construção da concórdia e de um clima de paz suportado pelo laço de amizade e de fraternidade entre os homens de todas as línguas e nações. Tudo isso me faz pensar e acreditar que não estaria a pregar no deserto se, permitam-me a ousadia, propuser aos Rotários da Praia, e também às demais organizações de cariz social e humanitário, de alargarem, ainda mais, o campo de intervenção na sociedade cabo-verdiana, na certeza de que isso não será difícil porquanto o Rotary Club da Praia integra um potencial humano diversificado e rico tanto em experiências profissionais quanto em escolas da vida. Penso, por exemplo, na orientação e assistência benévola aos jovens quadros que integram a administração pública ou a empresas ou mesmo a jovens em busca do primeiro emprego. Como preparar um parecer, organizar os documentos e se lançar no mercado são conhecimentos que só se adquirem na escola da vida. Minhas Senhoras e meus Senhores, Abrir mais o campo de intervenção não, forçosamente, em substituição do Estado, mas em parceria com ele permitiria, por um lado, abarcar um conjunto de problemas e pessoas por elas afetas e excluídas do plano das respostas aos desafios do País e, por outro, diversificar as ações e intervenções do Rotary Club da Praia. Há, na verdade, um leque diversificado de temas e de assuntos importantes para a elevação da qualidade de vida, mas que, por razões várias, nos corroem a vida porque relegadas para o segundo plano. A promoção da sã convivência num centro urbano como a Cidade da Praia e do civismo é, à semelhança da assistência e orientação aos jovens em busca do primeiro emprego, exemplo de acções que o Rotary Club da Praia poderá também desenvolver a favor da paz e da concórdia social. É lançando este desafio que gostaria de terminar esta breve intervenção agradecendo aos rotários da Praia pelo amável e singelo convite.

Jorge Carlos Fonseca

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